Construir um futuro mais sustentável

 

Com uma área de cerca de vinte e sete hectares, o Parque da Devesa estende-se paralelamente à Av. General Humberto Delgado e Av. do Brasil desde o Nó da A3, até Santiago de Antas, em Vila Nova de Famalicão. Era, originalmente, um terreno agrícola, há muito desativado. O Rio Pelhe atravessa-o no sentido Norte-Sul e a sua fraca pendente e abandono a que foi votado, provocava frequentemente inundações. O coberto vegetal era constituído por infestantes e algumas espécies autóctones que a custo subsistiram no emaranhado existente. O campo lameiro, até há poucos anos cultivado, encontrava-se sem arvoredo à exceção do renque de choupos e salgueiros que se desenvolviam ao longo do rio e no terreno fronteiro ao CITEVE.
Foi neste espaço que se interveio, requalificando-o como espaço de lazer e integrador de várias estruturas existentes e de outras que entretanto foram construídas. A partir dos elementos existentes no terreno, tais como as construções rurais e o rio, estabeleceu-se uma dinâmica de uso.
Assim, e em relação ao núcleo rural, recuperaram-se as estruturas existentes transformando-as em equipamentos culturais e de serviços. A Casa do Território e o Núcleo de Arqueologia, foram construídos a partir das referidas construções e dada a dimensão e necessidades do programa, são ligadas entre si por um novo edifício que as torna complementares.
A Cafetaria e Serviços de Apoio estão implantados nas construções que se desenvolvem mais a Norte e que pelas suas características se prestaram à recuperação. Aqui, uma nova construção integra os dois espaços servindo de enquadramento à esplanada.
A construção que se destina para os Serviços Educativos está igualmente implantada numa outra estrutura rural que se desenvolve à volta de um pequeno pátio com vantagem para um edifício desta natureza. Um outro equipamento, este construído de raiz, completa este conjunto. Trata-se do anfiteatro ao ar livre que se desenvolve numa ligeira depressão do terreno e que com os espaços adjacentes já existentes, permite a realização de eventos de grande frequência de público.
O Rio Pelhe, atravessando o parque em toda a sua extensão, contribui para a sua beleza e aprazibilidade.
Uma rede de caminhos pedonais, constituída por um eixo principal e estruturante, percorre o parque em todo o seu perímetro interligando-se com outros caminhos de menor perfil que levam as pessoas aos locais mais atrativos.
O movimento de terras foi realizado com base na morfologia original do terreno. A zona mais baixa e plana junto ao rio foi preservada. Aí se desenvolvem os grandes ervados que permitem uma fruição mais integradora das atividades lúdicas. A parte mais alta, anteriormente ocupada pela mata, foi reflorestada com espécies autóctones e não só.
Apesar de toda a área do Parque se desenvolver ao longo da Av. General Humberto Delgado, a relação com a cidade é escassa dada a densidade construtiva que se desenvolve ao longo da referida avenida.

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